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AULAS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA TODA SEGUNDA-FEIRA ÀS 7h DA MANHÃ.


30 de março de 2020

(Aula 003/ 30/03) 8º ano História / A mão de obra de crianças e mulheres na Revolução Industrial

O trabalho infantil, isto é, o desempenho de atividades de qualquer natureza por crianças e adolescentes que não tenha fins educativos, foi uma prática muito comum em diversas civilizações ao longo do desenvolvimento da humanidade. Embora atualmente seja uma prática condenada na maioria dos países, ainda faz parte do cotidiano de milhões de crianças no mundo inteiro.

Até a Idade Média, o trabalho infantil, com exceção do trabalho escravo, estava vinculado ao complemento da mão de obra para o sustento familiar, sendo pouco comum o desenvolvimento do trabalho infantil para benefício de terceiros (quando a criança não desfruta do lucro de seu trabalho). No período feudal, as crianças passaram a trabalhar nos feudos, para os senhores feudais, e com os mestres artesãos nas Companhias de Ofício, sendo muito comum, durante esse período, o trabalho infantil em troca do aprendizado de um novo ofício, comida ou moradia.

A exploração do trabalho infantil atingiu seu auge durante a Revolução Industrial. Nas primeiras indústrias implantadas na Inglaterra, França, Alemanha e demais países da Europa, era comum a exploração da mão de obra infantil em razão de seu menor custo em comparação com a mão de obra masculina.

Assim, crianças, a partir dos quatro anos de idade, eram submetidas a regimes de trabalho de cerca de 14 horas diárias, em locais insalubres, sem controle de acidentes, em troca de pouco mais do que alimentação e moradia. Em consequência dessa exploração da mão de obra infantil no início da Revolução Industrial, muitas crianças foram mutiladas ou perderam a vida em acidentes que aconteceram no interior de fábricas. Além disso, era comum o abuso infantil dentro dessas fábricas. Erros, brincadeiras ou até mesmo conversas durante o horário de trabalho recebiam punições, na maioria das vezes, muito severas.

Para evitar que essas situações continuassem a acontecer, em 1802, a Inglaterra implantou a primeira lei de controle do trabalho infantil nas indústrias do país. Com o passar do tempo, outros países, como França e Alemanha, também passaram a restringir o trabalho infantil. Entre as principais medidas implantadas, estavam a proibição do trabalho infantil noturno, a redução da carga horária máxima e o fim dos castigos físicos no ambiente fabril.

Com o objetivo de aumentar os lucros e expandirem suas empresas, os industriais recrutavam mão-de-obra barata para trabalhar nas fábricas. Marx (1989, p. 449) discute esta questão e de acordo com ele “[...] a primeira preocupação do capitalista ao empregar a maquinaria, foi a de utilizar o trabalho das mulheres e das crianças”, pois a mecanização desqualificou o trabalho, pois a partir daí bastava o mínimo de habilidade para que o trabalhador operasse as máquinas.
As fábricas eram locais úmidos e quentes, sem ventilação adequada. O trabalho era repetitivo e as jornadas de trabalho muito longas. Sobre o trabalho na fábrica Marx afirma que o mesmo “[...] exaure os nervos ao extremo, suprime o jogo variado dos músculos e confisca toda a atividade livre do trabalhador, física e espiritual”. De tal maneira que “[...] até as medidas destinadas a facilitar o trabalho se tornam meio de tortura, pois a máquina em vez de libertar o trabalhador do trabalho, despoja o trabalho de todo interesse”. (MARX, 1989, p. 483).
Além do salário muito baixo, da exaustiva jornada, havia o medo de perder o emprego, pois havia muitos trabalhadores desempregados. Multiplicaram-se os bairros pobres, habitados por operários, que muitas vezes moravam com suas famílias em casas de um único cômodo. Não havia água potável, o esgoto corria a céu aberto, ruas sem calçamento, lixo por todos os cantos. As instalações das fábricas eram precárias, as condições de trabalho eram péssimas e as más qualidades da moradia prejudicavam a saúde do trabalhador. “[...] o novo sistema industrial arruinou a saúde de muitos trabalhadores. Quase todas as indústrias tinham as suas doenças características e as suas deformidades físicas”.

Fonte: 


https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/trabalho-infantil-no-mundo.htm


Agora é com Você !

1. Quais os motivos levavam as crianças a trabalhar na Idade Media?  

2. 
No período feudal, o que as crianças ganhavam em troca de seus serviços? 


3. Quando a exploração do trabalho infantil atingiu seu auge?


4. Em quais países se localizavam as primeiras indústrias que utilizavam a mão de obra de crianças?  


5. Segundo o texto com quantos anos as crianças iniciavam seu trabalho nas fabricas? 

6. Quais foram as consequência dessa exploração  da mão de obra infantil no início da Revolução Industrial?


7. Como era o ambiante de trabalho nas fabricas para as crianças e mulheres?


8. Em sua opinião atualmente crianças podem trabalhar ou não? justifique: 





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