Correção da atividade avaliativa aula anterior 026.
1. | D |
2. | A |
3. | A |
4. | A |
5. | A |
6. | C |
7. | D |
8. | B |
9. | B |
10. | A |


Que bom ter vocês aqui de volta!
Bem vindo ao mundo da História!

Na aula de hoje faremos uma reflexão sobre uma ideologia política que moldou os Estados-nações após a Revolução Francesa.
Se organize e me acompanhe...
Leia o texto a seguir:
Nacionalismo
O Nacionalismo, desenvolvido no século XIX, refere-se a uma ideologia política que moldou os Estados-nações após a Revolução Francesa.
Nacionalismo é um conceito desenvolvido para a compreensão de um fenômeno típico do século XIX: a ascensão de um certo sentimento de pertencimento a uma cultura, a uma região, a uma língua e a um povo (ou, em alguns dos argumentos nacionalistas, a uma raça) específicos, tendo aparecido pela primeira vez na França comandada por Napoleão Bonaparte e nos Estados Unidos da América.

Tal fenômeno passou a ser assimilado pelas forças políticas que haviam absorvido os ideais iluministas de rejeição do Antigo Regime absolutista e que procuravam a construção de um Estado nacional de viés democrático e constitucional, no qual seus membros fossem cidadãos, e não súditos do rei.
Nesse sentido, o sentimento nacional do século XIX alcançou a condição de ideologia política. Diferentemente dos Estados nacionais europeus que se formaram nos séculos XVI e XVII, os Estados Nacionais do século XIX identificavam sua soberania no contingente de cidadãos que compunham a nação, e não na figura do monarca. Por esse motivo, a tendência ao regime político republicano tornou-se comum nesse período.
Além dessas características, há também um elemento indispensável para o entendimento do nacionalismo: a formação do exército nacional por cidadãos comuns, e não por aristocratas e mercenários, como ocorria nos Estados absolutistas. O exército napoleônico foi o primeiro grande exército nacional composto por pessoas que lutavam pela “nação francesa” e identificavam-se como membros de um só “corpo nacional”, de uma só pátria.
Sendo assim, o nacionalismo, desenvolvido no século XIX, compreendeu um conjunto de sentimentos, ideias e atitudes políticas que resultaram na formação dos Estados-nações contemporâneos. Acompanham a formação desses Estados-nações as noções de soberania e de cidadania, garantidas por uma Constituição democrática. Além disso, noções como “povo”, fronteiras nacionais e herança cultural (incluindo a língua) dão suporte para a ideologia nacionalista. Processos históricos como a Unificação Italiana e a Unificação Alemã derivaram dessa ideologia.
Com Napoleão Bonaparte nasceu o exército nacional francês, um elemento imprescindível para a composição da ideologia nacionalista.
Entretanto, o desenvolvimento dessa forma de organização política combinado com o advento das massas (grande aglomerado de pessoas em centros urbanos), que foi provocado pela Revolução Industrial, culminou, nas primeiras décadas do século XX, na Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, na ascensão de regimes totalitários de viés nacionalista extremista, como o nazismo e o fascismo. As teorias racistas e defensoras da superioridade da raça ariana (branca) e da escolha do povo alemão como um povo encarregado de construir um império mundial, elaboradas pelo nazismo, foram variantes catastróficas da ideologia nacionalista.
Nação é um termo utilizado para se referir a um grupo de pessoas ou habitantes que compartilha de uma mesma origem étnica, de um mesmo idioma e de costumes relativamente homogêneos, ou seja, semelhantes entre os seus pares. Além de apresentar todos esses aspectos, uma nação para ser considerada como tal precisa agregar um sentimento de pertença ao todo desse grupo, ou seja, é preciso haver uma vontade por parte dos indivíduos em formarem uma nação.
Nem sempre uma nação equivale a um Estado ou a um país ou, até mesmo, a um território, podendo haver, então, muitas nações sem território e sem uma soberania territorial constituída. Exemplo disso é o território espanhol existem várias nações, como a nação basca, catalã, navarra, andaluz e galega. Outro exemplo conhecido de nação sem território definido são os curdos, que habitam vários países ao longo do Oriente Médio.
O conceito de nação foi utilizado muitas vezes como estratégia ideológica de manipulação de uma população. Exemplo disso é a tentativa de construção do nacionalismo, em que governos tentam criar entre os seus habitantes um sentimento nacional, ou seja, a ideia de que aquele país equivale a uma nação geral. A maior parte das nações sem território reivindica a criação de seus Estados independentes, com a delimitação de seus respectivos territórios. Há, na maioria dessas nações, um histórico importante de conflitos armados, morte e terrorismo.
Um Estado-nação é constituído por uma massa de cidadãos que se considera parte de uma mesma nação. Sob essa perspectiva, podemos afirmar que todas as sociedades modernas são Estados-nações, isto é, todas as sociedades modernas estão organizadas sob o comando de um governo instituído que controla e impõe suas políticas.
Disponível:< https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/nacionalismo.htm> acesso 14 de setembro de 2020.[adaptado]

Conceitos mega importantes:
- NACIONALISMO
- NAÇÃO
- ESTADO-NAÇÃO
Terminamos essa etapa da atividade.
Pra você não perder o ritmo, verifique a sua apredizagem.

Mas antes de iniciar sua atividade, se for possível, assista esse vídeo para tirar algumas dúvidas.
Disponível:< https://www.youtube.com/watch?v=1fM_-97htFw> acesso 15 de setembro de 2020.
ATIVIDADES
- O Nacionalismo, desenvolvido no século XIX, refere-se a uma ideologia política que moldou os Estados-nações após a Revolução Francesa. Foi um conceito desenvolvido para a compreensão de um fenômeno típico do referido século. Identifique no texto a definição de nacionalismo e com suas palavras elabore um parágrafo dissertando sobre o Nacionalismo no século XIX e contextualize com a ideia de Nacionalismo na atualidade.
2. O conceito de nação, por levar em conta aspectos considerados subjetivos, como identidade e sensação de pertencimento, possui uma variedade de análises, com enfoques e características distintas. A respeito da concepção de nação, assinale (V) se a alternativa for verdadeira e (F) se for falsa/fake.
a) ( ) Nem sempre uma nação equivale a um Estado ou a um país ou, até mesmo, a um território, podendo haver, então, muitas nações sem território e sem uma soberania territorial constituída.
b) ( ) Dentro do território espanhol existem várias nações, como a nação basca, catalã, navarra, andaluz e galega.
c) ( ) Um exemplo conhecido de nação sem território definido são os curdos, que habitam vários países ao longo do Oriente Médio.
d) ( ) As nações que não possuem território soberano delimitado, como os curdos e os bascos, não almejam o reconhecimento de territórios. Historicamente foram construindo uma trajetória de identificação e pertencimento ao Estado que os acolheu.
Disponível:< https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-sobre-diferencas-entre-estado-pais-nacao-territorio.htm#resposta-3924> acesso 15 de setembro de 2020.[adaptado]

Para aprofundar seus conhecimentos...
Leia o texto a seguir:
Darwinismo social e imperialismo no século XIX
O imperialismo ou neocolonialismo do século XIX se constituiu como movimento de domínio, conquista e exploração política e econômica das nações industrializadas europeias (Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Holanda) sobre os continentes africano e asiático.

O imperialismo (XIX) é a principal causa da miséria econômica de países africanos e asiáticos atualmente
A “partilha” da África e da Ásia se deu fundamentalmente no século XIX (pelos europeus), mas continuou durante o século XX. No decorrer deste, os Estados Unidos e o Japão ascenderam industrialmente e exerceram sua influência imperialista na América e na Ásia, respectivamente.
A “corrida” com fins de “partilha” da África e da Ásia, realizada pelas potências imperialistas, aconteceu por dois principais objetivos: 1º) a busca por mercados consumidores (para os produtos industrializados); 2º) a exploração de matéria-prima (para produção de mercadorias nas indústrias).
A industrialização europeia se acentuou principalmente após as inovações técnicas provenientes da 2ª fase da Revolução Industrial.
O domínio da África e da Ásia, exercido pelos países industrializados, teve duas principais formas: 1ª) a dominação política e econômica direta (os próprios europeus governavam); 2ª) a dominação política e econômica indireta (as elites nativas governavam). Mas como as potências imperialistas legitimaram o domínio, a conquista, a submissão e a exploração de dois continentes inteiros?
A principal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais europeias provenientes do século XIX. As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e o darwinismo social.
Um dos discursos ideológicos que “legitimariam” o processo de domínio e exploração dos europeus sobre asiáticos e africanos seria o evolucionismo social. Tal teoria classificava as sociedades em três etapas evolutivas: 1ª) bárbara; 2ª) primitiva; 3ª) civilizada. Os europeus se consideravam integrantes da 3ª etapa (civilizada) e classificavam os asiáticos como primitivos e os africanos como bárbaros.
Portanto, restaria ao colonizador europeu a “missão civilizatória”, através da qual asiáticos e africanos tinham de ser dominados. Sendo assim, estariam estes assimilando a cultura europeia, podendo ascender nas etapas de evolução da sociedade e alcançar o estágio de civilizados. O domínio colonial, a conquista e a submissão de continentes inteiros foram legal e moralmente aceitos. Desse modo, os europeus tinham o dever de fazer tais sociedades evoluírem.
O darwinismo social se caracterizou como outra teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros continentes. O darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade. Tal teoria difundia o propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais fortes e capazes sobreviveriam.
O Darwinismo Social foi elaborado por intelectuais como o sociólogo Herbert Spencer. Spencer procurou adaptar as teses do naturalista inglês Charles Darwin sobre a evolução das espécies e a seleção natural (na qual, ao longo da história natural, sobrevive aquele que se adapta melhor) à estrutura da realidade social e cultural. Spencer imaginava que a civilização europeia era superior às demais porque havia conseguido melhor capacidade de domínio dos recursos naturais (por meio da indústria), melhor entendimento filosófico e científico, melhor desenvolvimento artístico etc. O Darwinismo Social pode ser definido como transposição da teoria da evolução das espécies e da seleção natural do terreno da ciência natural para a realidade sociocultural
A partir de então, os europeus difundiram a ideia de que o imperialismo, ou neocolonialismo, seria uma missão civilizatória de uma raça superior branca europeia que levaria a civilização (tecnologia, formas de governo, religião cristã, ciência) para outros lugares. Segundo o discurso ideológico dessas teorias raciais, o europeu era o modelo ideal/ padrão de sociedade, no qual as outras sociedades deveriam se espelhar. Para a África e a Ásia conseguirem evoluir suas sociedades para a etapa civilizatória, seria imprescindível ter o contato com a civilização europeia.
Hoje sabemos que o evolucionismo social e o darwinismo social não possuem nenhum embasamento ou legitimidade científica, mas no contexto histórico do século XIX foram ativamente utilizados para legitimar o imperialismo, ou seja, a submissão, o domínio e a exploração de continentes inteiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Faça suas perguntas por aqui e tires suas duvidas.
ATENÇÃO ( as perguntas serão vistas e validadas por min e respondidas aqui)