Atenção

AULAS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA TODA SEGUNDA-FEIRA ÀS 7h DA MANHÃ.


23 de novembro de 2020

(Aula 028/ 23/11) 8º ano História / O fim da Guerra Fria e o processo de globalização; Políticas econômicas na América Latina: Desigualdade social.

 

Correção da atividade avaliativa aula anterior 027.

1.                  LETRA D – (Estados Unidos e União Soviética) A Guerra Fria é a denominação utilizada para se referir ao momento histórico compreendido entre o fim da Segunda Guerra Mundial (1991) e a extinção da União Soviética (1991). Esse período foi marcado por disputas ideológicas entre os Estados Unidos e a União Soviética, que polarizaram as relações internacionais

2.                  A Guerra Fria trouxe algumas consequências para todo o mundo. Durante o período, alguns episódios mudaram o estilo de vida dos cidadãos, tais como: Espera que o aluno responda com base no texto que: Aumento da produção de armamento nuclear; • Desenvolvimento de redes de espionagem; • Desenvolvimento da corrida espacial; • Formação de alianças militares; • Divisão da Alemanha em Ocidental (capitalista) e oriental (socialista), através do Muro de Berlim.

3.                  LETRA B - Consolidar a influência soviética sobre os países da Europa Oriental.

 

Leia o texto a seguir: 

O Mundo Pós-Guerra Fria

 

O mundo pós-Guerra fria é marcado por várias características, entre as quais se destacam a nova divisão com a questão multipolar, o neoliberalismo, a globalização e os blocos econômicos.

 

                                   Ordem mundial da Guerra-fria

Para entender a ordem mundial atual, é necessário recordar a velha ordem mundial no período de 1945 a 1989, marcada pela Guerra Fria entre o socialismo soviético e o capitalismo estadunidense, sendo o mundo bipolar ou dualista. Nessa ordem, a divisão do mundo era:

Países do Primeiro Mundo ou desenvolvidos: marcados pela industrialização clássica (Primeira e Segunda Revoluções Industriais) e por elevado nível de vida, com baixas taxas de natalidade e mortalidade. Exemplos: EUA, Japão, Alemanha Ocidental, …

Países do Segundo Mundo ou socialistas planificados: marcados pelo controle estatal na economia e por regimes autoritários. Exemplos: União Soviética, Cuba, Polônia, China, Alemanha Oriental…

Países do Terceiro Mundo ou subdesenvolvidos: marcados pela colonização de exploração no início do capitalismo, predominando elevadas taxas de natalidade e mortalidade. Exemplos: Brasil, Paraguai, África do Sul, Índia, Arábia Saudita…

 

Ordem mundial pós Guerra-fria

 

Para entender o mundo moderno e prever as tendências econômicas, é importante aprofundar o conhecimento sobre as características principais dessa nova ordem.

Nova Ordem Mundial é a lógica internacional da ordem de poder entre os Estados nacionais no período que sucede a Guerra Fria. A ordem mundial atual pode ser destacada pela consolidação dos Estados Unidos como a grande potência militar e a presença desse país ao lado de outras lideranças (UE e China) que se apresentam como grandes potências econômicas.  A Nova Ordem Mundial é caracterizada pela unimultipolaridade, uma vez que temos a supremacia dos Estados Unidos no campo bélico e político, e a emergência de várias potências no campo econômico: China, União Europeia, Japão e o próprio EUA.

A nova ordem mundial estabeleceu-se a partir da crise do socialismo real (Segundo Mundo), que teve como ápice a queda do Muro de Berlim e a unificação das Alemanha sob a economia capitalista de mercado e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em quinze novos países que passaram, então, por um processo de transição para o capitalismo.

Esses acontecimentos cruciais ao Segundo Mundo representaram o momento de transição do socialismo real (representado pelo Estado totalitário e pela economia planificada) para a economia capitalista em quase todos os países socialistas. Desaparece, portanto, a estrutura bipolar da ordem da Guerra Fria e inicia-se uma nova ordem sob a hegemonia do capitalismo.

Nesse mundo pós-Guerra fria, surge uma famosa polêmica: mundo monopolar ou multipolar. Observando a charge, o tio Sam, sím­bolo do american way of life, reforça a polêmica:

A ordem pós-Guerra fria é monopolar para aqueles que acreditam na supremacia militar, ou seja, os EUA como superpotência militar única e, portanto, hegemônica. A argumentação ganhou reforço após os atentados de 11 de setembro de 2001, quando os EUA atacaram o Afeganistão (2001/2002) e o Iraque (2003), alegando uma ofensiva contra o terrorismo mundial (“eixo do mal”).

Para a maioria dos intelectuais, a ordem pós-Guerra fria é multipolar, tomando como referencial o fator econômico, enfatizando três grandes centros de poder: EUA, Japão e União Europeia. A argumentação reforça-se com o aumento da participação da China no comércio mundial.

Observa-se, pelo mapa abaixo, a nova divisão do mundo em Norte rico e Sul pobre.


 

Mapa representa a divisão econômica do espaço mundial pós-Guerra fria.


O mapa mostra uma proposta de divisão do mundo de acordo com a Nova Ordem Mundial: o Norte, formado pelos países ricos ou desenvolvidos, e o Sul, composto de nações pobres ou subdesenvolvidas.

Essa proposta não obedece a um critério de posição geográfica, pois, cartograficamente, a divisão em hemisférios, feita pela linha do Equador, não é levada em conta.

O bloco Norte caracteriza-se pela predominância de países industrializados, com elevada urbanização, elevado produto interno bruto e boas condições de vida da população.

Já o bloco Sul seria composto de nações mais pobres, em sua maior parte não-industrializadas, com baixa urbanização e base econômica agro mineradora. Dentro desse grupo, podemos destacar algumas subdivisões, isto é, países industrializados, países agro mineradores e países marginalizados ou excluídos.

*Se for possível assista este vídeo complementar ao conteúdo:

 


O que é Política Econômica?

Denomina-se política econômica um conjunto de medidas tomadas pelo governo de um país com o objetivo de atuar e influir sobre os mecanismos de produção, distribuição e consumo de bens e serviços.

 Embora dirigidas ao campo da economia, essas medidas obedecem também a critérios de ordem política e social - na medida em que determinam, por exemplo, que segmentos da sociedade se beneficiarão das diretrizes econômicas emanadas do Estado.

O alcance e o conteúdo de uma política econômica variam de um país para outro, dependendo do grau de diversificação de sua economia [...] do grau de atuação dos grupos de pressão como os partidos, sindicatos, associações de classe e movimentos de opinião pública. Finalmente, a política econômica depende da própria visão que os governantes têm do papel do Estado no conjunto da sociedade.

 

Por que a América Latina é a 'região mais desigual do planeta'

 A América Latina é tão desigual que uma mulher em um bairro pobre de Santiago, capital do Chile, nasce com uma expectativa de vida 18 anos menor que outra de uma área rica da mesma cidade, segundo um estudo.

Em São Paulo, essa lógica também ocorre. Quem mora em Paraisópolis, uma das maiores favelas da cidade, vive em média 10 anos menos do que os moradores do Morumbi, bairro rico ao lado da comunidade, de acordo com o Mapa da Desigualdade, da ONG Rede Nossa São Paulo, que compila dados públicos.


A grande disparidade latino-americana também envolve a cor da pele ou a etnia: em comparação com os brancos, os negros e indígenas têm mais possibilidades de ser pobres e menos de concluírem a escola ou conseguirem um emprego formal.

A América Latina foi apontada como a região do mundo com a maior desigualdade de renda no relatório de desenvolvimento humano de 2019 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançado em dezembro.

Os 10% mais ricos da América Latina concentram uma parcela maior da renda do que qualquer outra região (37%), afirmou o relatório. E vice-versa: os 40% mais pobres recebem a menor fatia (13%).

Muitos têm apontado essa desigualdade como uma das explicações para a onda de protestos que varreu recentemente alguns países da América Latina, como Chile, Peru e Bolívia.

Apesar dos avanços econômicos e sociais nos primeiros anos deste século, a América Latina ainda é "a região mais desigual do planeta", alertou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) em várias ocasiões.

A questão, então, é porque esse cenário ainda continua. A resposta, segundo historiadores, economistas e sociólogos, começa alguns séculos atrás.

Uma história antiga

Segundo Stiglitz, a exploração dos colonizadores semeou a desigualdade na América Latina, bem como a distribuição desigual de terras nas economias agrárias contribuiu para "a criação de algumas famílias muito ricas e muitas famílias muito pobres".

Em vários países da América Latina, assim como nos Estados Unidos, um grande elemento racial desempenhou um papel em pelo menos uma dimensão da desigualdade", diz o ex-economista-chefe do Banco Mundial e atual professor da Universidade de Columbia, em Nova York.

E isso parece longe de ser apenas uma questão do passado. Na América Latina, a incidência de pobreza é ainda maior nas áreas rurais, e entre indígenas e negros, afirmou a Cepal em relatório de 2019 sobre o cenário social da região.


Atividades 

1. O mundo pós-Guerra fria é marcado por várias características, entre as quais se destacam a nova divisão com a questão multipolar, o neoliberalismo, a globalização e os blocos econômicos. Explique o que significa a expressão “Nova Ordem Mundial” e aponte as suas principais características.

 

2. Para entender a ordem mundial atual, é necessário recordar a velha ordem mundial no período de 1945 a 1989, marcada pela Guerra Fria entre o socialismo soviético e o capitalismo estadunidense, sendo o mundo bipolar ou dualista. Nessa ordem, explique como era a divisão do mundo.


3. Vivemos tempos em que a desigualdade é um tema de grande impacto no debate político. Dentro da expansão do liberalismo econômico, no início do século XXI, um dos maiores problemas apresentados tem sido a desigualdade social. Sobre este assunto observe a charge abaixo e responda, marcando a alternativa correta.



a) (   ) A charge mostra a desigualdade social causada pela falta de planejamento familiar, em que ter mais de um filho significa miséria.

 b) (   ) A desigualdade ainda é um fruto de políticas assistencialistas como: o programa Bolsa Família, em que as pessoas buscam se beneficiar por intermédio dos filhos para aumentar a renda.

 c) (  ) No atual conjuntura, as pessoas se tornaram indiferentes aos problemas sociais, a exemplo disto, tem-se: o carro com vidros fechados e escuros, um pai que não se sensibiliza ao deparar-se com uma mulher pedindo ajuda.

 d) (  ) A charge retrata a desigualdade trazida pelo liberalismo econômico, pois os mais pobres enfrentam dificuldades de acesso ao emprego e à renda, tendo assim, que pedir no semáforo.


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